Destraduções: as invasões alemãs das reservas indianas

Poucas disciplinas são mais úteis do que a Geografia e a História para quem lida com textos. O conhecimento do contexto é o que diferencia tradutores do tradutor do Google, não o conhecimento puramente linguístico e terminológico. Em seguir uma regras, o computador ganha fácil com seus algoritmos; nem vou comentar a capacidade de acumular informações terminológicas.

Nossa vantagem humana ainda é a de nos colocarmos no mundo e sabermos identificar o discurso e não apenas o mero texto. E o Google já faz melhor do que quem traduz coisas como “invasões alemãs no Império Romano” (“Germanic invasions in the Roman Empire”!) e “reservas indianas” (“Indian reservations in the United States”!).

Claro, o estudo de História e Geografia no ensino médio não sana todas a necessidades de tradutores, jornalistas e redatores – e outros profissionais –, é uma necessidade permanente. Mas a sua extinção da grade é um grande passo na direção errada. Surpreende (minto!) que logo jornalistas defendam a erradicação destas disciplinas contextualizantes, que necessitam tanto e e tantos mostram conhecer tão pouco, mas também o silêncio de tradutores, redatores e outros profissionais do texto.

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