Faurde
A coisa mais surpreendente que li recentemente não foi nenhuma bobagem do governo, fenômeno previsível e repetitivo. Até tem a ver.
Recebi outro dia uma mensagem supostamente do meu banco, com meus nome e CPF corretos, e uma oferta razoável. A gramática geral era boa, mas com erros em palavras óbvias como “anuidade”.
Ainda não é isso o surpreendente, mas sim ter lido logo depois, em outra parte, que isso é proposital. É uma seleção reversa. Mandam milhares ou milhões de mensagens automaticamente, recebem de volta algumas dezenas ou centenas; têm de selecionar os menos espertos ou atentos.
 
Se todos que recebem mensagens fraudulentas respondessem, isso seria um dificuldade e um risco para os fraudadores. Tal como funciona a fisiologia humana, lemos perfeitamente uma palavra com as letras trocadas de ordem (desde que a primeira letra seja mantida no lugar), é preciso estar descansado, atento ou ser um psicótico profissional, como um revisor, tradutor ou nazigramático para notar sempre “auindade” e lugar de “anuidade”, exemplo real.
A gramática e, sobretudo, a ortografia ruins das fraudes é uma seleção da vítimas entre os cansados, distraídos e menos escolarizados.
Nisso tem a ver, sim, com as loucuras do governo. O Weintraub, para ficar em um exemplo, usa a mesma tática dos fraudadores para selecionar como seguidores os menos qualificados e os mais sujeitos ao erro.
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